O que atrapalha decisões financeiras não é falta de inteligência. É a sensação de se sentir perdido. O sistema financeiro foi ficando tão cheio de nomes, siglas e categorias que muita gente terceiriza o entendimento. E isso significa: fazer o que a maioria faz, seguindo a recomendação da propaganda mais atraente.
O perigo é se essa complexidade acabar sendo conveniente para quem a cria, pois ela pode funcionar como um mecanismo: quanto mais confuso parece, mais fácil é cobrar pedágio.
No Brasil, a ANBIMA mantém uma base com milhares de fundos cadastrados, o que dá uma ideia do tamanho do cardápio e do nível de dispersão de opções. E a B3 também disponibiliza uma lista de companhias para consulta. O mercado financeiro fica parecendo quando entramos numa adega com milhares de rótulos, com vendedores diferentes te puxando para lados opostos. Atraente, mas só queríamos harmonizar o jantar…
A ideia principal deste artigo é te mostrar que taxas importam. E, mais do que isso, você precisa se importar com elas. No artigo No mundo das finanças é mais importante defender ou atacar? já explicamos o custo das taxas. O fato é que a complexidade nos coloca em posição de dependência. Um consultor, um planejador, um educador financeiro são importantíssimos, mas você não deve deixar que eles decidam seu futuro.
Quando alguém começa a investir, obviamente tenta fazer a coisa certa. Ele quer comparar, entender, decidir com calma. Só que o sistema costuma entregar o contrário: um excesso de alternativas, uma linguagem difícil e uma sensação de urgência “mude agora”, “aproveite hoje”, “oportunidade exclusiva”. Devemos buscar nossa prosperidade financeira, mas não com o incentivo errado. Quando o investidor não entende, ele não consegue comparar. Quando não compara, ele não questiona. E quando não questiona, fica mais fácil aceitar custos que, na prática, reduzem o resultado do planejamento ao longo do tempo. Centavos descontados se acumulam. E o acúmulo é silencioso.
Centavos descontados se acumulam. E o acúmulo é silencioso, mas vai causar ruído lá na frente
Você não negocia custos invisíveis
As pessoas negociam o que conseguem enxergar. Se você compra um serviço e sabe o preço, você decide se vale. Mas se o preço contém taxas, descontos e impostos que não se consegue perceber com clareza, a balança pesa para o outro lado. O custo oculto não é só caro; ele passa sem debate. Podemos ir além: taxas e custos não tiram só dinheiro. Eles tiram autonomia. Porque você não consegue planejar bem quando não consegue prever quanto está sendo descontado ao longo do caminho.
Existe um tipo de dinâmica muito comum no mercado: a sensação de que é necessário estar sempre “ajustando a rota”.
- “Esse fundo já deu o que tinha que dar.”
- “Agora é hora de girar a carteira.”
- “O cenário mudou, precisamos reposicionar.”
Às vezes, faz sentido mesmo revisar estratégia. Ainda mais quando parece que a única coisa que importa é “buscar o alfa” (tentar ganhar acima da média), mas quando a troca constante vira rotina, aparece uma pergunta incômoda: quem se beneficia com essa movimentação?
O investidor (ou melhor, quem está tentando construir, a muito custo, sua liberdade financeira) muitas vezes só percebe isso quando compara extratos ao longo do tempo — e percebe que o “fazer muito” não significou “ficar com mais”.
Se você quer uma regra prática para não ficar refém da complexidade, faça para si mesmo essas perguntas:
- Eu entendo como funciona e por que estou nessa estratégia? (busca clareza)
- Eu consigo saber, em contrato, condições e benefícios sem surpresas? (busca previsibilidade)
- Eu sei exatamente o que está sendo cobrado? (busca transparência)
- O modelo premia o meu resultado de longo prazo ou vai depender de movimentação? (busca alinhamento)
Essas perguntas, além de diminuírem o ruído, fazem você pensar fora da caixa!
Pensando fora da caixa
E se você não pagasse taxa? A FNCD Capital atua conectando clientes a operações reais da economia, com participação estratégica e segurança jurídica. Este modelo tem um ponto que conversa com tudo o que foi dito até agora: transparência.
- Sem taxas: você não precisa adivinhar quanto está “escoando” pelas camadas de cobrança.
- Não bancarizado: foge do padrão em que o cliente vira “produto” dentro de uma prateleira gigante.
- Sem IR para pessoa física (consulte condições): isso reduz uma das fricções mais comuns que aparecem na maioria dos formatos tradicionais.
Complexidade não é sinônimo de sofisticação
Diversos ramos de atividade agem de acordo com o mito que termos complexos geram maior percepção de valor. Mito! As pessoas querem confiar no que ouvem. E confiança gera muito mais negócios! Sofisticação de verdade é quando você consegue explicar o que está fazendo em frases simples. Se alguém não consegue te dizer, com clareza, quanto você paga, por que paga e o que acontece quando você muda de caminho, a complexidade está te empurrando para um lugar onde você só segue. E seguir a manada, no sistema financeiro, costuma ser caro.

